Arplac
SISTEMAS DE AR CONDICIONADO E VENTILAÇÃO

Lições do Subsolo

01/09/2013

Mulher, homem, criança, idoso ou jovem. Não importa. Como um brasileiro que se preze você com certeza já foi atraído pelas facilidades de um shopping center. Muitas são as razões que levam o consumidor a recorrer a esses centros de compras. Conveniência, limpeza adequada da praça de alimentação e dos banheiros, estacionamento e segurança são algumas delas. Mas já passou pela sua cabeça que o usuário poderá vir a escolher um empreendimento pela qualidade do ar que ele oferece? Pois essa realidade está bem mais próxima do que você imagina.

Assim como em outras tipologias de edificações, nos shoppings os sistemas de condicionamento de ar podem impactar não só no meio ambiente, mas também na saúde dos usuários e na conta no final do mês. Afinal, ele é tido como um dos grandes vilões de consumo de energia. Reduzir as perdas e otimizar a operação e manutenção têm sido práticas perseguidas pelos profissionais que lidam diretamente com a climatização em suas instalações.

Primeiro shopping temático e setorizado do País, o Parque D. Pedro, em Campinas, a 96 km de São Paulo, conta com uma infraestrutura robusta para atender 1,7 milhão de visitantes todos os meses. A edificação dispõe de sistema de ar condicionado composto por 26 casas de máquinas e quatro chillers de 1.000 TR cada para suportar 400 operações, entre elas: 28 âncoras, 287 lojas-satélites, 45 fast-foods, 11 restaurantes, 15 salas de cinema, um teatro, 37 lojas de serviços e 8 mil vagas de estacionamento distribuídos em 185 mil m2 de área construída. A equipe é formada por 10 profissionais liderados por Carlos Alberto Goto, Gerente de Operações desde novembro de 2009.

Com 21 anos de experiência na bagagem – entre shoppings, setor alimentício e hospitalar ele fala do peso do trabalho de FM para o sucesso do negócio, responsável por reduzir custos e despesas, aumentar a qualidade dos serviços prestados e a produtividade para atrair lojistas, reduzir a vacância e se destacar no setor. A equipe operacional está dividida entre colaboradores próprios e empresas terceirizadas desde a inauguração do empreendimento. Elas atuam nas áreas de limpeza,manutenção predial, gestão de resíduos, segurança, paisa-gismo, e outros serviços realizados diariamente em sistema de três turnos; inclusive sábados, domingos e feriados, sob supervisão dos líderes e gestores.

“Os processos adequados à realidade do shopping e suas características, aplicados nas áreas de manutenção e automação predial, têm papel decisivo na operação, pois possibilitam controle dos processos, monitoramento de desempenho e resultados, identificação de oportunidades de melhorias no sistema, avaliação de resultados, redução de custos operacionais, melhor aproveitamento dos recursos humanos e obtenção de diagnósticos para a implementação de melhorias contínuas; além de irem ao encontro das políticas de Responsabilidade Corporativa e Sustentabilidade do grupo Sonae Sierra Brasil, quanto à eficiên-cia da utilização de recursos naturais, consumo de água e energia”, detalha.

Em 2012, o empreendimento respon-deu por 28,4% do total de vendas dos shopping centers da empresa.

Qualidade do ar atestada

Assim como outros nove centros de compras, que já detêm o selo de Qualidade do Ar de Interiores concedido pela Brasindoor – o mais recente foi o Shopping Iguatemi Alphaville – e três edifícios corporativos na capital paulista, a exemplo do prédio da Editora Abril na Marginal Pinheiros, o Parque D. Pedro resolveu apostar nesse cuidado. Goto explica que a decisão veio de um processo natural,  principalmente em função da consolidação e amadureci-mento do sistema de segurança, saúde e meio ambiente, e buscando mais um diferencial em relação aos demais empreendimentos do mercado. Da decisão à implementação das melhores práticas foram aproximadamente oito meses de trabalho, que envolveu a consultoria do Eng. Paulo Hoenen, da empresa Ar Plac Sistemas de Ar Condicionado e Ventilação, tendo sido realizados investimentos em equipamentos básicos para monitoramento do processo e, principalmente, aperfeiçoamento dos procedimentos existentes no empreendimento.

Para conquistar o selo, o Parque D. Pedro Shopping atendeu a cerca de 40 itens exigidos, entre eles: o desenho e dimensões dos dutos; apresentação de relatórios técnicos realizados cobforme a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com assinaturas mensais do engenheiro responsável e técnicos de manutenção dos últimos cinco anos; apresentação de documentação de todos os produtos usados no tratamento, limpeza e higienização dos equipamentos; relatórios semestrais das análises microbiológicas, físicas e químicas do ar feitas por laboratório habilitado e com rastreabilidade de informação nas amostras e resultados; registro diário de temperatura, umidade relativa e dióxido de carbono nos ambientes climatizados e um ponto ex-terno para comparação; cálculo do número de renovações de ar externo nos ambientes, entre outros requisitos.

Fonte: Revista Infra
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